Créditos da foto: Fernanda Romero

Créditos da foto: Fernanda Romero

terça-feira, 23 de abril de 2013

Cada um cada um

Como já coloquei aqui no blog, tenho uma coluna sobre Educação e relação pais e filhos no bacaníssimo Portal Dicas de Mulher (www.dicasdemulher.com.br).

Embora as propostas desse canal e da coluna sejam um tanto diferenciadas, penso que elas também têm muito em comum: falar sobre relações humanas, ideias para se conviver melhor entre pessoas. E pra gente mesmo.

Por isso, essa semana quero dividir aqui com vocês o texto que escrevi pro Dicas porque, embora ele seja, essencialmente, voltado pra relação mães (e pais também) e filhos, acredito que ele possa trazer uma reflexão pra vida de todos nós.





terça-feira, 16 de abril de 2013

A desinteligência coletiva

Já ouvi dizer que essa história de que muitos falam que, a cada ano que passa, os dias, semanas e anos passam mais rápido tem mesmo comprovação científica.

Nunca fui pesquisar sobre o assunto, mas a sensação que tenho (e acredito que seja de muita gente) é exatamente essa: a cada dia, menos tarefas cabem no meu dia. E o que resta, pra não enlouquecer, é desapegar. Saber que se faz o que dá, o possível. E só.

Como bem disse um professor meu da Pós-Graduação, não é que o tempo passa mais depressa. A quantidade de afazeres e informações que chegam até nós é que aumentam a cada dia.

Faz todo sentido. 

Hoje temos um luxo que, de verdade, nunca imaginei ter na vida um dia. Carregar a vida e o mundo dentro da Internet comigo. Onde quer que eu vá. Mas hoje vejo que é daqueles tipos de luxo que, se não consumidos e utilizados com discernimento, nos tornam escravos dele.
Tudo isso, dizem, pra otimizar tempo. Ser produtivo. Possibilitar mais tarefas dentro de 18, 20 horas.

A sociedade do excesso, como alguns já nomearam. Descrição perfeita.

Vejo por mim mesma: sou uma “curtidora” de páginas do Facebook. Tudo o que me interessa, de alguma forma, vai pro “curtir”. Porém, o que fica da quantidade de informação que recebo todos os dias, de verdade, de qualidade e importante pra minha vida pessoal e profissional? Muito pouco. Fragmentos, vagas lembranças. Quando muito.

E o que fazer disso tudo? Mais difícil ainda.

Já percebi que produtiva mesmo eu sou quando desligo tudo e vou produzir algo com minha própria inteligência individual. Ou coletiva, quando sento na mesa de um bar com meus colegas de trabalho e de lá é que saíram até hoje nossos melhores projetos. Jogando conversa fora, tomando uma cerveja, um café. E, no máximo, acompanhados de caderninhos e canetas.

A Internet é uma das coisas mais lindas criadas pela inteligência humana. Sabedoria pura: fazer de conhecimento teórico, empírico e técnico algo de útil pra vida das pessoas. No dia a dia.

E, a partir dela, e do espírito colaborativo de pessoas engajadas - unidas a partir de uma tecnologia que, sem ela, dificilmente seria possível – muitas melhorias são passíveis de serem concretizadas para o bem-comum. Acredito até que ela pode ser um instrumento de mudança social e emancipação de classes.

No entanto, para que a inteligência coletiva efetivamente se concretize, aos poucos e na prática, é necessária uma mudança de mentalidade e das formas de uso das novas ferramentas tecnológicas que surgem a cada dia.

Simplesmente transferir o que estava no papel pro tablet, há de convir comigo que não é tarefa tão difícil assim. O desafio que temos hoje enquanto sociedade é formar as novas gerações para utilizar as novas tecnologias e mídias digitais com senso crítico e inteligência e, a partir delas, possibilitar uma verdadeira transformação social: da sociedade do excesso de informação à sociedade do conhecimento.







terça-feira, 2 de abril de 2013

Um grande e pleno movimento

Aproveitei o último feriado pra assistir um filme brasileiro que há muito tempo estava na minha lista de pendências: “Quem se importa” (www.quemseimporta.com.br), dirigido pela cineasta Mara Mourão.

Descrito como “mais do que um filme, é um movimento” na sua página da Internet e do Facebook, ele na realidade é um documentário que relata experiências de pessoas comuns de vários lugares do Planeta que, por meio do Empreendedorismo Social, estão concretizando, cada um a sua maneira, esse nosso lugar comum num lugar melhor e numa vida mais digna para pessoas diversas.

A sensação que tive ao assistir ao documentário é que, para promover mudanças efetivas, concretas no mundo, pode ser mais fácil do que imaginamos. Que as grandes mazelas que dilaceram bilhões de vida todos os anos são quadros com possibilidade de reversão. E por vezes com ações bem mais simples do que imaginamos.

Simplicidade: essa é a palavra que me tomou ao assistir ao filme. Possível a mim, a você, a qualquer um que deseje promover alguma atitude que, mesmo pequena de início, pode gerar uma grande mudança no futuro. 

Embora uma das mais características heranças orientais, a desconfiança, seja em mim bem pouco aflorada (Graças a Deus porque, a meu ver, toma muito tempo e dá rugas, de verdade) confesso que ela sinalizou na hora: como você se deixa comprar facilmente por palavras bonitas! Precisa aprender a se defender, senão a vida... (parece que escuto alguma voz adulta dizendo isso, mas não sei bem de quem...).

A primeira coisa que me chamou a atenção nesse filme foi o estranhamento das outras pessoas perante o “transformador social”, quando decidem largar - ou abdicar de tentar - carreira bem sucedida, status e poder pra embarcar numa empreitada como essa.

Frases como “acho que você está ficando louca, isso é coisa pro governo se preocupar, não você”, “eu te ajudo a arrumar um emprego” foram as que mais me marcaram. Me identifiquei.

Como já cantei certa vez por aqui, sempre tive dentro de mim uma sensação de “para quê” em tudo o que faço, especialmente em termos profissionais. E minha dificuldade maior nesse aspecto da minha vida era em saber lidar com “resultados pequenos”: sempre achei que, especialmente trabalhando na área da Educação, todos os meus projetos tinham que ser muito abrangentes, ter “grandes resultados”, impactar diretamente a vida de muitas pessoas. E aos poucos fui (e estou) percebendo que sim, a mudança é no pouco. É em uma turma, em uma escola, é em uma comunidade. É no pequeno. Pra depois se tornar muito. Se tornar grande.

E pra me impulsionar nesse meu estágio evolutivo, me parece que o mundo também vem buscando se tornar cada vez mais individual: atualmente se fala cada vez mais em ensino individualizado / personalizado, em atendimento médico humanizado, o Jornalismo tende a se voltar a contar pequenas histórias.

Parece também até um paradoxo, de certa maneira. Na sociedade do excesso atual, em que tudo tem que ser grande, em que tudo tem que ser muito, movimentos como esses e de alguns engajados por aí, que buscam vivificar um “culto ao individual” (o que é totalmente contrário ao “culto ao individualismo”, vale ressaltar) é somente um reflexo de uma sociedade que dá sinais claros de um estafamento de mania de grandeza, de “abraçar o mundo com os dois braços”, mas composta de seres humanos, que buscam olhar e serem olhados diretamente nos olhos, acessar e serem acessados no coração. Pra então se concretizar as possibilidades infinitas. Pra ser grande. E ser pleno.








terça-feira, 26 de março de 2013

Gente da gente

Tomei gosto por essa história de fotografias. Tanto que, despretensiosamente, estão surgindo no meu caminho diversos fotógrafos, e me pego por vezes olhando flickrs no meio do dia.

Não tenho instagram porque, com honestidade, nem sei se no meu simples celular daria pra instalar (ou é só em Iphones?), e também porque prefiro fotografias em seu modo real.

Desde criança sempre preferi as coisas "reais". Nunca fui de assistir desenhos animados porque os personagens não eram "seres reais". Por isso, preferia Mundo da Lua (Lucas Silva e Silva), Castelo Rá-Tim-Bum e seriados, programas nos quais os personagens eram "gente". Embora fui muito tímida, eu sempre gostei de gente. 

Mais tarde, impulsionada pelas minhas próprias questões de adolescente, comecei a me interessar ainda mais por gente. Em entender as dificuldades de gente. As alegrias. As contrariedades. As reais necessidades de gente real.

Selecionei algumas fotos que, a meu ver, estejam elas representadas nas imagens ou não, falam - e muito - sobre gente. 


                     Créditos: Ana Paula Igual


                      Fonte: facebook.com/institutobrasis



                                        Créditos: Vanessa Yosioka Collacio


                     Créditos: Pedro Ungaretti


                                Fonte: facebook.com/SESCConsolacao


                                            Créditos: Ana Paula Igual


                     Créditos: Pedro Ungaretti


                                Créditos: Maria Clara Spies



                                Créditos: Vanessa Yosioka Collacio


                                Fonte: facebook.com/institutobrasis


Nessa nossa vida louca vida, penso que falta esse olhar pra ver além do que vemos. 








terça-feira, 19 de março de 2013

Álbum de fotografia

Hoje compartilhei no bacaníssimo portal Dicas de Mulher algumas ideias sobre a importância das atividades ao ar livre para crianças.

E pra nós, adultos e sem filhos, vale como reflexão sobre as nossas formas de brincar atuais.

http://www.dicasdemulher.com.br/atividades-ao-ar-livre-sao-importantes-para-o-desenvolvimento-das-criancas/




Espero que gostem! :)






terça-feira, 12 de março de 2013

Por trás dessa lente também bate um coração

Há exatas duas semanas iniciei meu último módulo da Pós-Graduação na Cásper Líbero, Faculdade de Comunicação localizada na avenida Paulista, em São Paulo.

Esse semestre estou estudando a imagem fotográfica no Jornalismo. Em tempos em que somos verdadeiros montantes de corpos cercados de imagens por todos os lados e se tira foto muito mais do que se troca de roupa, pensei que essa era a disciplina que faltava pra eu sair com o título digno de pós-graduada após quase três anos.

Importante também pro meu trabalho. Nos dias atuais, crianças e jovens praticamente nascem sabendo manusear uma câmera digital e são expostos a imagens muito mais do que a minha geração. Lembro-me que quando eu era criança, em algum domingo que alguém da família acordava inspirado, resolvia pegar uma imensa mala de álbuns pra vermos juntos, relembrar histórias e,  por fim, todos eram contagiados por um saudosismo bom...

Mas voltando ao assunto, logo no primeiro dia de aula da Pós uma frase da minha professora me chamou a atenção. Algo que nem eu, e acredito que a maioria dos meus colegas, nem você, nunca tinham parado pra pensar: “toda foto é tirada por alguém”.

Ai, que afirmação mais óbvia. É claro que fotos são tiradas por alguém, ou elas brotam sozinhas? Sim, mas pode reparar, a gente não pensa nisso quando vê uma fotografia no jornal ou na Internet. Logo, toma aquilo como verdadeiro de imediato. Ou como única versão de um fato. Se tá na foto, é porque é verdade...

Sim, pode ser verdade. Mas pode também não ser uma única versão de um acontecimento. Por trás daquela imagem há UM SER HUMANO (perdoe-me a caixa alta, mas não encontrei outra forma melhor de evidenciar) que tirou aquela foto. E logo no primeiro dia ela me revelou o que eu nem sabia o que de verdade, eu, Vanessa, buscava lá. É isso!

Por quê razão aquela pessoa escolheu tirar aquela foto, registrar aquele fragmento de um fato e não outro?

Escolhi três fotografias pra pensarmos por quê o fotógrafo (ou a fotógrafa) envolvido escolheu registrar aquele momento - seja ele casual ou não - e não qualquer outro.



Essa fotografia faz parte da série “Povo dos rios”, registrado pelo fotógrafo baiano Alvaro Villela. Segundo ele:

Povo dos Rios é um olhar comprometido com os ribeirinhos... Pescadores, marisqueiras, agricultores, mestiços, negros, brancos, índios... Gente alegre e sofrida, forte e frágil, universal e peculiar, que diariamente constrói a sua história em meio a um modelo de desenvolvimento social centrado no pragmatismo do retorno imediato, que em nome da produtividade e do lucro destrói santuários que a natureza levou milhões de anos para formar.
[...]
A intenção, portanto, é instigar o conhecimento, o entendimento e, a partir daí, incentivar uma atuação de forma consciente no que se refere à defesa de nossa fauna e flora e a valorização dos conhecimentos que as populações tradicionais guardam há séculos sobre os bioativos da nossa natureza.




Extraída da página do Facebook da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, em Português), sobre a instabilidade dos preços dos alimentos no mundo.
Publicada em 16 de outubro de 2012 e tirada pela fotógrafa italiana Alessia Pierdomenico.



Sobre a situação da raiva e a escassez de vacinas e tratamentos veterinários para cães ocasionadas por décadas de conflito.
Publicada na página do Facebook da FAO em 16 de junho de 2012. Não há registro do nome do fotógrafo.







terça-feira, 5 de março de 2013

Sobre uma terça-feira incomum

A última terça-feira - última terça do mês de fevereiro também - não foi uma terça-feira comum.

Todo primeiro dia de alguma coisa nunca é um dia comum. O primeiro dia numa escola nova, o primeiro dia num emprego novo, o primeiro dia de casados, o primeiro dia depois de uma promoção no trabalho...

Sendo também um dia de uma realização - seja ela pessoal ou profissional - mais incomum ainda. E a última terça-feira foi um deles.

Nesse dia, realizei um desejo antigo enquanto profissional da área da Educação: assumi uma coluna para falar com mulheres mães (ou pais que fazem o papel de mãe) sobre o tema onde ela verdadeiramente começa, em casa.

Falar sobre Educação, mas mais que simplesmente falar: produzir reflexão.

E como acredito que quando seu desejo é forte e verdadeiro e você se movimenta para algo as coisas começam invariavelmente a acontecer, surgiu - no momento certo - o Portal Dicas de Mulher na minha vida. 

Um Portal muito, muito bacana voltado a mulher moderna. 

Um Portal que fala sobre beleza, crianças, moda, comportamento, saúde, decoração, entre tantos outros assuntos, com dicas muito válidas para a vida real da atual mulher contemporânea: mulheres que podem ser ao mesmo tempo mães, profissionais, esposas, amigas, filhas, netas, tias. E que, sem esse conjunto, não seriam totalmente elas.

Pra quem não teve a oportunidade de ler, segue o link abaixo:






Desejo que curtam, como eu curti! :)